domingo, 20 de maio de 2012

O que é Filosofia da Educação!!

Ato de pensar na Filosofia da Educação é elaborar maneiras de organização das áreas do conhecimento da educação, dessa forma construindo novas formas de agir, a maioria das vezes com intenções buscando um olhar apurado sobre a aprendizagem.
Cada povo tem um processo de educação pelo qual transmite a cultura, seja de maneira informal ou por meio de instituição como a escola. No entanto, sempre o homem reflete especificamente e de maneira rigorosa sobre o ato de educar, muitas vezes a educação é dada de maneira espontânea a partir do senso comum de geração para geração. (ARANHA 1996, p.108)
 A filosofia da educação não terá como função fixar "a priori" princípios e objetivos para a educação; também não se reduzirá a uma teoria geral da educação enquanto sistematização dos seus resultados. Sua função será acompanhar reflexiva e criticamente a atividade educacional de modo a explicitar os seus fundamentos, esclarecer a tarefa e a contribuição das diversas disciplinas pedagógicas e avaliar o significado das soluções escolhidas.
Referência:
ARANHA, Maria Lúcia Arruda. Filosofia da Educação, 2ª edição. Editora Moderna, São Paulo 1996. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O que é Filosofia da Educação?


Penso que a  Filosofia fornece à educação uma reflexão sobre a sociedade na qual está situada, sobre o educando, o educador e para onde esses elementos podem caminhar. Concordam comigo?

TEORIA DOS MUNDOS - PLATÃO


Platão afirma haver dois mundos diferentes e separados: 
1) o mundo sensível, dos fenômenos e acessível aos sentidos; 
2) o mundo das idéias gerais (inteligível), "das essências imutáveis, que o homem atinge pela contemplação e pela depuração dos enganos dos sentidos"
Para explicar melhor sua teoria, Platão cria no livro VII da República o mito da Caverna, segundo o qual imagina uma caverna onde estão os homens acorrentados desde a infância, de tal forma que não podem se voltar para a entrada e apenas enxergam uma parede ao fundo. Ali são projetadas sombras das coisas que se passam às suas costas, onde há uma fogueira. Platão afirma que se um dos homens conseguisse se libertar e contemplar a luz do dia, os verdadeiros objetos, ao voltar à caverna e contar as descobertas aos companheiros seria dado como louco.
No mito podemos associar os homens presos à população e o homem liberto a um filósofo. Os homens presos conhecem apenas o mundo sensível, já o liberto conheceu a verdadeira essência das coisas, conheceu o mundo das idéias.
Marilena Chauí define o pensamento socrático, para quem "o mundo sensível é uma sombra, uma cópia deformada ou imperfeita do mundo inteligível das idéias ou essências".
O mundo material, assim, somente se torna compreensível através da hipótese das idéias, mas tal afirmativa deixa em voga um problema, já que a existência do mundo das idéias não basta a si mesmo. É necessário admitir um conhecimento das idéias incorpóreas que antecedem o conhecimento fornecido pelos sentidos, que por sua vez, somente alcançam o corpóreo.
Disponível em http://www.webartigos.com/artigos/platao-e-a-distincao-entre-o-mundo-sensivel-e-o-mundo-das-ideias/6969/

domingo, 13 de maio de 2012

Teoria da “Maiêutica” defendida por Sócrates

Maiêutica: técnica através da qual se consegue observar como é que uma ciência desconhecida se transforma progressivamente numa ciência conhecida. No entanto, no diálogo Protágoras, a maiêutica não aparece. Segundo Platão, Sócrates fora buscar a sua arte da maiêutica a sua mãe que era parteira. Na Grécia clássica só as mulheres que já não podem dar à luz estão autorizadas a ajudar ao parto das outras. Sócrates considerava a sua arte como a arte de parturejar; só que agora são homens que dão à luz e é do parto das suas almas que se trata.  Sócrates revelava aos outros aquilo que eles próprios sabiam sem de tal terem consciência. Ele pretendia que o seu questionamento sistemático levasse os outros a um ponto crucial de consciência crítica, procurando a verdade no seu interior, dando assim lugar ao "parto intelectual". A maiêutica é, assim, a fase positiva, construtiva, do método socrático que permite o acordo através das certezas universais obtidas pela definição após a discussão. Trata-se de um diálogo do primeiro período que se caracteriza pela ausência da teoria da reminiscência que serve de fundamento à maiêutica.

MÉTODO" PEDAGOGIZADOR" E A PRATICA EDUCACIONAL VOLTADA PARA INTERSUBJETIVIDADE.

Segundo JARDIM, BORGES, FREITAS et al, 2011,  o métdo “pedagogizador”, segundo que se resume a instruir, reproduzir um tipo de conhecimento que não é relevante para as reais necessidades do aluno.
Essa postura de educação está a serviço de uma sociedade mercadológica e tecnocrática. Daí as propostas pedagógicas estarem direcionadas a uma aplicação de técnicas a um sujeito, o aluno, tratado meramente como um objeto a ser conhecido e treinado para atender as exigências do mercado. Esse modelo de educação tem sido pensado como um dos maiores desafios da contemporaneidade, e os seus críticos vem tentando superar o estilo “pedagogizador” da educação.
Para inverter o modelo de educação pautado pelo estilo “pedagogizador”, torna-se necessário fazermos propostas para uma educação mais consistente e comprometida com uma efetiva emancipação do sujeito. Dessa forma, acreditamos que uma prática pedagógica associada à Teoria da Ação Comunicativa proposta por Habermas pode contribuir para um pensar crítico em prol de uma educação voltada para a formação do sujeito emancipado, sensível e ético. A prática da intersubjetividade segundo a proposta da Teoria da Ação Comunicativa permite a conciliação de dois mundos: o mundo do sistema e o mundo da vida, onde a teoria e a prática estão interligadas através de ações concretas, numa dinâmica comunicativa entre os atores
envolvidos visando novas racionalidades. Nesse sentido, um modelo de educação calcado na intersubjetividade é o mais apto para a construção de pessoas realmente esclarecidas, criativas e autônomas.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Para descontrair!!


Assistam... vocês vão gostar!!

http://www.youtube.com/watch?v=q_P7XjnZjZA

A filosofia moderna coloca a razão, sujeito a exigências da fé na idade média, em liberdade e por fim à dependência do ser humano possibilitando seu esclarecimento, colocando o conhecimento ao seu alcance. Representa (na Europa ocidental) uma retomada do pensamento da antiguidade e libertação do conhecimento do controle da igreja poderosa dispensadora da graça divina na idade média. Embora represente um retorno do pensamento racional à supremacia, e, em particular um novo olhar ao pensamento platônico, a filosofia moderna em declarar que o conhecimento é acessível e alcançável a todos e não faz separação entre o mundo sensível das coisas e o mundo intangível das ideias. Na antiguidade Platão e Aristóteles visaram à formação de uma sociedade perfeita e feliz através da ação conjunta em prol do bem comum (ação política) na polis. Os habitantes da pólis foram considerados homens esclarecidos, esse esclarecimento foi reservado apenas os cidadãos gregos, não foram incluídos as mulheres, as classes trabalhadoras e muito menos os escravos. A filosofia moderna e o iluminismo não restringiam o conhecimento a uma elite social, religiosa ou intelectual, o colocaram ao alcance de todos que desejavam sair da minoridade, da dependência do tutelar de outros. A sociedade moderna (perfeita) seria o resultado do esclarecimento de todos.

Disponível em:

O Criticismo kantiano surge no século XVIII, na confluência do racionalismo, do empirismo e da ciência física-matemática. Seu percurso  histórico está marcado pelo governo de Frederico II, a independência americana e a Revolução Francesa. O ponto de partida do Kantismo é o problema do conhecimento, e a ciência, tal como existe. A ciência se arranja de juízos que podem ser analíticos e sintéticos. Os juízos analíticos são fundados no princípio de identidade, o predicado aponta um atributo contido no sujeito. Tais juízos independem da experiência, são universais e necessários. Os sintéticos, a posteriori, resultam da experiência e sobrepõem ao sujeito no predicado, um atributo que nele não se acha previamente contido  sendo, por isso, privados e incertos.

JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.
http://www.dialogocomosfilosofos.com.br/category/empirismo/
O Racionalismo:

O Racionalismo é uma corrente que defende que a origem do conhecimento é a razão. Os racionalistas acreditam que só a razão pode levar a um conhecimento rigoroso. Os racionalistas desvalorizam os sentidos e a experiência devido à sua falta de rigor. Os racionalistas possuem uma visão otimista da razão porque acreditam que ela possibilita o conhecimento humano.

Descartes

Sendo um racionalista convicto, Descartes procurou combater os cépticos e reabilitar a razão. Os céticos duvidavam ou negavam mesmo que a razão pudesse conduzir ao conhecimento. Descartes vai procurar demonstrar que a razão é a origem do conhecimento humano.
O racionalismo é baseado nos princípios da busca da certeza e da demonstração, sustentados por um conhecimento a priori, ou seja, conhecimentos que não vêm da experiência e são elaborados somente pela razão.

O Empirismo

O empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento. Contrariamente aos defensores do inatismo, os defensores do empirismo afirmam que a razão, a verdade e as idéias racionais são adquiridas por nós através da experiência. Antes da experiência, dizem eles, nossa razão é como uma “folha em branco”, onde nada foi escrito; uma “tabula rasa”, onde nada foi gravado. No decorrer da história da Filosofia muitos filósofos defenderam a tese empirista, mas os mais famosos e conhecidos são os filósofos ingleses dos séculos XVI ao XVIII, chamados, por isso, de empiristas ingleses: Francis Bacon, John Locke, George Berkeley e David Hume.
Na verdade, o empirismo é uma característica muito marcante da filosofia inglesa. Na Idade Média, por exemplo, filósofos importantes como Roger Bacon e Guilherme de Ockham eram empiristas; em nossos dias, Bertrand Russell foi um empirista.
  
Tendo como pressuposto o ideal iluminista da razão autônoma capaz de construir conhecimento, Kant vê a necessidade de proceder à análise crítica da própria razão como meio de estabelecer seus limites e suas possibilidades. Podemos sintetizar o problema kantiano na seguinte pergunta: é possível conhecer o ser em si. o supra- sensível ou metafísico através de procedimentos rigorosos da razão? Por seres metafísicos ele entende Deus, a liberdade e a imortalidade. O primeiro passo para obter a resposta é fazer a critica da razão pura. Em suas palavras, a critica é útil “convite feito á razão para empreender de novo a mais difícil das tarefas, o conhecimento de si mesma, e para instituir um tribunal que a garanta nas suas pretensões legítimas e que possa, em contrapartida, condenar todas as usurpações sem fundamento”.

Bibliografia

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1996.
CHAUI, Marilene, Filosofia Novo Ensino Médio. Ed. Atica, 2005

Caros colegas...


Segundo Platão as pessoas conseguem melhorar socialmente por meio da qualificação, da obtenção de  qualificadas, e mais que isso preparadas e que possuam conhecimento não só científico, mas também técnico, para que possam viver nessa nova era de conhecimento. Operar um computador já não é mais um diferencial de mercado, mas sim uma obrigação, um saber básico, como o conhecimento básico de contagem. 
 Aristósteles por sua vez começa a vincular educação com religião, por meio da crença de que cada homem cria seu próprio conhecimento como se fosse um deus. Acredito que a criação do conhecimento, vem por meio de outros conhecimento previamente adquiridos e não de um despertar, a partir de uma ideia nunca antes pensada. Penso que o conhecimento é produzido por meio do estudo científico e por meio da prova de teses e de teorias que são comprovadas como verdade.




 Concordam?

Proposta Educacional de Aristóteles


Aristóteles aponta uma proposta educacional muito curioso, pois os deuses têm características humana. Não só formas, mas atitude humana como ciúme, raiva, amor etc. Isso já dá uma perspectiva interessante, ou seja, se investimos na qualificação do nosso ser, através da educação, podemos alcançar um nível mais elevado de nossa existência, muito embora não tenhamos o dom da imortalidade, podemos nos assemelhar aos deuses na busca do conhecimento. Nesse sentido é que nasce aquilo que chamamos de estética da existência. Cada ser humano assume a sua autoconstrução como se fosse uma obra de arte. Com isso, a educação vai perdendo herança divina para assumir um caráter de finalidade humana. E Aristóteles, temos uma compreensão dialética da educação e, ao mesmo tempo, uma espécie de sistemática de tudo o que foi dito e entendido sobre o assunto Grécia Antiga e Clássica. Para ele, não há problema com a política de (Platão) ou com o discurso de (Sócrates), desde que esses sejam acompanhados pela sua ética. Esse caminho apontado por Aristóteles mostra que ele instituiu no fato de que a educação ou o processo de conhecimento leva o ser humano a buscar o meio termo, a temperança, nem muita festa nem de menos. Percorrido pelo bom uso do conhecimento. Isto só acontece pela virtude obtida pela educação das novas gerações numa perspectiva de construção interior da pessoa.


Disponível em http://www.webartigos.com/artigos/estado-e-educacao-em-platao/3646/
JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

Proposta Educacional de Platão


A proposta educacional de Platão apresenta de forma evidente que há um estreita e necessária relação entre Política, Conhecimento e Educação. Quando sugere o sentido da Educação como Paidéia (Educação integral – corpo e alma), como um meio de construção de uma república ideal, sedimentada no Bem, no Justo e no Belo, ele dá um caráter muito parecido com o que entendemos de educação hoje. Platão aponta uma perspectiva que ainda alimenta a mística da educação como promoção e qualidade do ser. Ou seja, uma coletividade justa e voltada para o bem nasce de um processo em que os indivíduos são educados para a construção Justiça, embora ela nem sempre seja fácil de ser conceituada, fundamentada ou mesmo justificada pela argumentação. Certamente que as repúblicas que se fundaram a partir do horizonte utópico da república modelo se construiriam em perspectivas diferentes em que a justiça, o bem e o belo seriam os fios da permanência desse estado perfeito de organização da Pólis, garantidos pela educação integral do ser humano. È nesse sentido que o pensamento educacional de Platão fixou-se nessa necessidade e possibilidade de qualificação do ser para vida coletiva. Definitivamente não há senso coletivo sem o empreendimento educacional.



JARDIM, Alex Fabiano Correa & BORGES, Ângela Christina & FREITAS, Gildete dos Santos et al. Filosofia da Educação.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Conceito de Ontologia

O termo otologia é originário da filosofia grega.
Ontologia é um ramo da filosofia que lida com a nossa constituição mais íntima, isto é, com o nosso ser. Esse termo foi introduzido por Aristóteles para desenvolver um conhecimento, uma ciência do Ser, da Essência humana. Por isso, o termo significa: Ontós = Ser, e Logos = Conhecimento: Conhecimento sobre o Ser. Antes de passarmos para esse ramo do conhecimento que se chama Ontologia, trilhemos um caminho pelo problema do conhecimento desde Platão. Lembre-se: o conhecimento não está desvinculado da ontologia.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

MITO, TRAGÉDIA E FILOSOFIA

Mito é toda narrativa que fala sobre as origens, o princípio de algo. Encontramos mitos em praticamente todas as religiões. É uma palavra de origem grega que quer dizer narração, conto. Os mitos gregos em sua grande maioria apresentam um caráter trágico, de um fatalismo fiel ao destino, é só recordarmos alguns como o mito de Édipo, Narciso e Sísifo. A tragédia é um conceito e uma concepção bastante presente na Grécia antiga. Os gregos acreditavam que a vida seguia um destino trágico determinado pelos deuses que teciam nossa existência. Nisto consistia a tragédia grega, na impossibilidade humana de determinar ou decidir sobre seu próprio destino, sua própria história. Nasce a filosofia e com ela a tentativa de superação dos mitos e da visão trágica da vida concebida pelos gregos. A filosofia como amor à sabedoria, buscava superar a visão mitológica do mundo que acreditava que tudo quanto existia era originado e determinado pelos deuses. O mito ainda está presente em nossos dias, no mundo atual. Criamos e aceitamos diariamente mitos sem saber que se tratam na verdade de visões falseadas e maqueadas da realidade. O mito tem uma função, criar um interdito e manter a coesão social. 

Ritos

 Mito
O que é um mito?
É tudo que acredito
Em mesas de bares?
Grito meu conflito
Repercuto
Tenho dito
Em mesas de bares

Mito
O que é um mito?
É tudo que acredito!

Em mesas de bares
Grito meu conflito

Repercuto
Tenho dito
Em mesas de bares.

Ricardo Villa Verde

Mito: o que ele significa e representa no âmbito da Cultura Ocidental?

Segundo (JARDIM, BORGES & FREITAS at al, 2011) o mito expressa, através do seu poder criativo, como as coisas passaram a existir, a sua origem. Apesar de se constituir como uma criação, ele não pode ser interpretado como uma simples invenção, uma ficção, uma fábula ou algo parecido. A sua finalidade é representar, por meio de uma linguagem simbólica, a realidade do mundo humano. Assim, podemos observar que, diferentemente da filosofia - que se utiliza de sistemas e conceitos -, o mito é marcado por um forte simbolismo, por uma forma de expressão até mesmo literária. Desprovido de qualquer caráter lógico e racional, o mito nem sempre possui sentido, ficando às vezes no plano da sugestão. Por isso está sujeito às mais variadas interpretações.

Assim entendemos que o mito é algo que poderíamos entender como abstrato, fruto da nossa imaginação criativa e criadora e nossos ancestrais, nem tão longe assim, acreditavam em uma infinidade deles e os utilizava até mesmo na educação dos filhos, em especila os que poderiam causar alguns temores. De outra feita, também fazem parte de nossa cultura e de nossa "realidade". Concordam?

Assistam!! Vocês vão gostar!!

http://www.youtube.com/watch?v=fGxrFw9RBQk


Abraçoo!!

terça-feira, 24 de abril de 2012